A saúde óssea

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A massa esquelética aumenta progressivamente com o nosso crescimento, e é durante a adolescência que ocorre o maior acréscimo desta massa, determinante fundamental para a saúde óssea. A idade em que se inicia a perda óssea é incerta, mas estudos indicam que seja a partir  dos 30 anos.
   Os homens apresentam de 10 a 50% mais massa óssea do que as mulheres e a taxa de perda óssea é baixa, variando de 3 a 5% por década. Isso explica a menor incidência de fraturas masculinas por osteoporose. Já nas mulheres o processo torna-se mais complicado. Antes das menopausa as perdas ósseas são pequenas, semelhantes ao do homem, porém nos períodos pré e pós- menopausa a perda de massa óssea é acelerada.
   A fragilidade óssea está associada a múltiplos fatores de risco, como idade avançada, sexo feminino, baixo peso (< 50 Kg), densidade mineral óssea baixa (vista pela densitometria óssea), menopausa precoce, sedentarismo, tabagismo, consumo de álcool, história familiar, baixa ingestão de cálcio e vitamina D, baixa exposição solar. Além disso o uso de certos medicamentos (lítio, heparina, anticonvulsivantes, corticóides e imunossupressores)e doenças de má-absorção intestinal contribuem para a perda de massa óssea.
   As fraturas e suas complicações são as sequelas clínicas mais importantes da osteoporose, e as mais comuns são as das vértebras (coluna), fêmur proximal (quadril) e antebraço distal (pulso).
   A nutrição é um dos fatores modificáveis mais importantes  para o desenvolvimento e a manutenção desse tecido e também para a prevenção da osteopenia e osteoporose.
 Algumas recomendações são importantes para a manutenção de uma saúde óssea adequada:
– Realizar atividade física, especialmente as que exigem força e coordenação;
– Reduzir a ingestão de sódio;
– Aumentar o consumo de frutas e vegetais;
– Manter o peso corporal adequado;
– Evitar o fumo;
– Limitar o consumo de álcool
   Os nutrientes de maior importância para a saúde óssea são o Cálcio e a vitamina D. Outras vitaminas e minerais também são cruciais para os processos que ocorrem nos ossos.
# Cálcio: a deficiência crônica leva a redução de massa óssea e osteoporose. Estima-se que o nível mínimo da ingestão de Cálcio em adultos seja de aproximadamente 1000 mg/d. As recoemdações nutricionais para a prevenção da osteoporose defendem um consumo adequado principalmente de fontes lácteas. O Cálcio encontrado em alimentos não lácteos está em menor concentração, o que gera dificuldade em se atingir as necessidades diárias. Além disso, a absorção de cálcio é menor na presença de certos alimentos como feijão, espinafre, grãos, nozes e soja.
Vitamina D: é importante por aumentar a absorção de cálcio no intestino e estimular o crescimento ósseo. A deficiência geralmente ocorre pela exposição solar insuficiente, já que é a pele que a produz pela incidência dos raios solares.
   O tratamento da osteoporese ou osteopenia dever ser realizado pelo médico, com prescrição de Cálcio, vitamina D e medicamentos da classe dos bifosfanados quando necessário.
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